1.8.09

O que diferencia líderes autoritários de exigentes?
Veja opinião de especialista


Luana Cristina de Lima Magalhães - InfoMoney



Segundo consultor de RH do Grupo Soma, o líder autoritário é o dono da razão; já o exigente é detalhista.Conviver com um líder que não aceita diálogo e cuja palavra é sempre a única opção válida não é fácil. Agora imagine um líder detalhista e rigoroso nos seus princípios. Com qual desses dois perfis de gestor você trabalha: o autoritário ou o exigente?De acordo com o consultor de RH (Recursos Humanos) e diretor executivo do Grupo Soma, Arlindo Felipe Jr., o líder autoritário é o dono da razão, não aceita que a sua equipe opine. Seu lema é: eu mando e você faz. Já o gestor exigente sabe dialogar com os funcionários e conhece muito bem a área sobre a qual é responsável, bem como o mercado no qual atua, por isso tem senso de qualidade exacerbado.

Líder autoritário

Uma das características marcantes do líder autoritário é que ele desenvolve uma gestão por meio da opressão e do medo. "Geralmente, esse líder mostra o erro de um profissional, mas não revela como consertá-lo".Os impactos para a empresa que conta com a gestão de um líder autoritário, segundo Felipe Jr., são clima organizacional negativo, no qual as pessoas não têm motivação para trabalhar, e altos índices de turnover (rotatividade).Entretanto, o consultor destaca que, em alguns casos, uma liderança autoritária momentânea pode ser válida. "Em uma reunião de fusão, quando o líder quer impor os valores da empresa para os novos funcionários, ele terá uma posição autoritária. Além disso, nos casos em que o líder tem uma equipe sem estrutura, na qual os funcionários não obedecem as regras e são acomodados, a liderença autoritária é válida.

Líder exigente

Já uma particularidade do gestor exigente, segundo Felipe Jr., é o rigor com os seus princípios. Assim, essa pessoa procura sempre dar o exemplo para que a equipe o siga. "Esse gestor é aberto ao diálogo, desde que as pessoas tenham argumentos mais fortes que o dele. Além disso, esse líder está sempre presente na equipe auxiliando e, quando preciso, colocando a mão na massa".O consultor ressalta ainda que esse líder pode trazer benefícios para a equipe, se for bem interpretado. "Se a equipe souber aproveitar a presença desse líder, ela irá crescer profissionalmente, já que esse perfil de gestor ajuda os seus profissionais a desenvolverem seus pontos fracos".

Autoritário x exigente

Confira abaixo uma tabela com as principais atitudes desses dois perfis de liderança:


VOCÊ MORA NO SUBÚRBIO OU NA PERIFERIA?
Sara Teles
Jornal A NOTÍCIA

Existem inúmeros termos para expressar conceitos sobre os espaços de uma cidade, porém quase sempre são usados de forma incorreta. As palavras subúrbio e periferia são exemplos disso. Etimologicamente, ambas significam o espaço que cerca uma cidade, mas a forma como as tomamos conceitualmente, no dia-a-dia, é bastante deturpada.

A palavra subúrbio terminou por ganhar conotação de classe, e um tanto pejorativa. Lugar onde moram as classes menos abastadas, perdendo assim seu caráter geográfico. O termo periferia teve destino semelhante, freqüentemente associado à regiões urbanas de infra-estrutura precária e baixa-renda.

Claro que podem existir regiões periféricas em grandes centros urbanos, ocupadas por empreendimentos imobiliários de alto padrão, que é o que acontece no caso da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, os condomínios da Serra da Cantareira, em São Paulo, Costa Azul, em Salvador, e com os condomínios nas praias do Sul, em Ilhéus, entre tantos outros exemplos que podem ser citados em nossa cidade.

Uma das características dos subúrbios/periferias é a baixa densidade de ocupação dessas áreas que, por essa razão, podem abrigar pequenas propriedades agrícolas, condomínios de luxo, estádios, parques, ou outro tipo de empreendimento que busque mais espaço. Com a industrialização, por exemplo, formaram-se subúrbios industriais e operários. A palavra traduz uma situação intermediária entre cidade e campo e não uma condição sócio-econômica.

Em países como os Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido, as periferias são as áreas da cidade que concentram a população de mais alta renda, enquanto a população mais pobre vive geralmente em áreas centrais da cidade, freqüentemente em guetos ou cortiços.

Em termos mundiais, o conceito de periferia foi reforçado após as duas grandes guerras e acirrado com a Guerra Fria, destinando o status de centro àqueles países de maior poder econômico e militar, e de periférico aos mais pobres, dependentes, com problemas de infra-estrutura.

Percebe-se, portanto, que tudo não passa de uma perpetuação das desigualdades sociais e econômicas. E aí, será que você mora no subúrbio ou na periferia? Tanto faz. É só um recorte geográfico mesmo, ou pelo menos deveria ser.

7.7.09

Da tolerância a erros à punição: existe uma postura correta por parte do líder?
Por Karin Sato - InfoMoney

Ninguém sabe ao certo quantas vezes Thomas Edison errou para que acertasse no invento da lâmpada incandescente. Para sanar esta dúvida, a reportagem deste portal tentou fazer uma pesquisa na internet, mas alguns sites diziam que foram 5 mil tentativas, outros, que foram 1 mil. Um dos sites apostava em um número ainda maior: 3 milhões. Nem o inventor deveria saber ao certo.A questão é que errar é humano. E isso ninguém discute. Principalmente quando o assunto é trabalho. De acordo com o presidente da Empreenda, César Souza, o problema se dá quando um profissional não sabe aprender com os erros que comete."Não é ruim errar. É ruim quando ocorre a repetição dos erros, em um ciclo destrutivo no qual as pessoas se colocam e não conseguem sair, pois não aprendem a evitá-los", explica. No caso de Thomas Edison, se ele não tivesse essa capacidade de aprender e encarar o erro como uma oportunidade, não teria inventado a lâmpada.O diretor de Operações da Human Brasil, Fernando Montero da Costa, garante que, para aprender com os erros, se faz necessária a autocrítica. "O profissional deve avaliar como a qualidade do seu trabalho afeta os resultados da equipe, da sua área e da empresa. É essencial entender a realidade que o circunda e ter força para identificar e admitir os pontos fracos e encará-los de maneira a reverter a situação", revela.


Erro técnico ou comportamental?


"O erro comportamental é, de longe, o mais grave. Erros técnicos são fáceis de corrigir. Problemas de atitudes são difíceis, porque muitas pessoas ficam cegas e nem sempre conseguem evitar ou corrigir. Aprendizado técnico é fácil. Aprendizagem emocional e de atitude é difícil", afirma Souza.O problema é que, geralmente, o erro técnico leva ao erro de comportamento. Isso porque o ser humano tem dificuldade de aceitar críticas. São raros - e valiosos - os profissionais que aceitam críticas, reconhecem o equívoco cometido sem franzir a testa e propõem uma solução definitiva para ele.Segundo Costa, existe um ponto essencial a ser considerado pelo gestor: o funcionário que erra com frequência não pode se colocar no lugar da vítima, embora esta seja a tendência. É da natureza do ser humano, na tentativa de preservar sua autoestima, se defender colocando a culpa em terceiros e não assumindo responsabilidades.


A demissão se justifica?


Dependendo da gravidade do erro e de seus impactos, há quem opte por desligar o funcionário, sem dar a ele uma segunda chance. Mas Costa alerta que existe uma diferença entre entregar um relatório fora do prazo e entregar uma declaração ao Fisco com informações equivocadas, o que pode gerar multa à empresa."Em função do impacto do erro, muitas organizações acabam demitindo, mas este não é o melhor caminho", explica. "Antes, deve ser analisado o histórico do profissional, o que ele já fez pela empresa e o quanto já gerou de lucro, bem como deve ser medido seu nível de esforço e proatividade".Demitir de cara é sempre o caminho mais fácil e, de certa forma, também o mais covarde, porque o colaborador que tem dificuldades, sejam elas técnicas ou comportamentais, não tem a oportunidade de melhorar, ou de acertar. Logo, o melhor que o líder tem a fazer é dar feedback ao colaborador que errou e esperar que, da próxima vez, ele não cometa o mesmo equívoco.


Quando o erro passa a ser do líder


Porém, se o funcionário repetir erros já cometidos e nada for feito a respeito, as chances são grandes de que o erro passe a ser do líder. Souza diz que, sem dúvida, quando colaborador ou equipe desenvolve um trabalho medíocre, o líder é prejudicado, porque não consegue atingir as expectativas da diretoria. Entretanto, às vezes, a culpa é do próprio gestor e é ele quem precisa ser avaliado."Quando os erros do colaborador se repetem, passa a ser um erro do líder, que é muito tolerante, paternalista e complacente com quem erra seguidas vezes e não demonstra esforço para mudar. Oportunidade não é algo que o líder dê. Oportunidade é algo a ser conquistado pelo liderado", sublinha o presidente da Empreenda. "Neste caso, o líder não está fazendo aquilo que deveria fazer: avaliar, orientar e garantir a performance superior da empresa frente à concorrência", acrescenta.O consultor da Robert Wong, André Alfaya, concorda. Para ele, quando os erros de um colaborador são recorrentes, pode ser que o líder não soube dar feedback, não soube se comunicar.


Como lidar com o erro


Segundo Costa, é importante que o líder não seja condescendente com o profissional que não corresponde às expectativas. Assim, tão logo o funcionário erre, é preciso chamar a sua atenção. Afinal, ele não poderá se corrigir se não souber que está errando. Além disso, existe uma tendência das pessoas de se acomodarem em questões relacionadas à vida, inclusive o trabalho. Chamar a atenção é uma forma de desviar as pessoas deste comportamento natural.Se os erros forem rotineiros, infelizmente o líder terá de chamar a atenção todos os dias. O especialista explica o motivo por meio daquilo que chama de "teoria da equidade". É preciso tratar todos da equipe da mesma forma, sempre."Para que toda uma equipe se sinta motivada, cada um deve sentir que carrega um piano e que não há ninguém sem piano. Além disso, ninguém quer carregar um piano a mais por outro. Em outras palavras, o líder não deve distribuir privilégios, bem como precisa distribuir responsabilidades de forma igualitária. Porém, se ele aceita o mau desempenho de um membro da equipe e cobra uma performance excelente de outro, não está cumprindo com seu papel de líder".Alfaya diz que, para evitar injustiças, o gestor deve esclarecer as regras desde o início, tanto no que se refere às punições quanto às compensações pelo bom desempenho. Elas devem ser iguais para todos. Com isso, quando o desligamento for a única saída, não se trata de uma punição ou injustiça, porque as regras haviam sido comunicadas. Isso também evita que o colaborador alegue falta de informação."Se a escolha de um funcionário for não mudar e ficar repetindo os erros, o afastamento ou desligamento não é uma punição. Trata-se de cumprir com um acordo que estava claro desde o início", explica o presidente da Empreenda.O consultor da Robert Wong alerta para o problema de o líder ser considerado "mole" ou "bonzinho demais": "O gestor "mole" provavelmente terá uma equipe "mole" ou alguém mais competente do grupo irá tomar seu lugar".


Quando faltam competências


Existe a hipótese de o funcionário simplesmente não possuir as habilidades técnicas ou comportamentais necessárias para exercer aquela determinada função. Costa explica que, quando isso ocorre, o erro foi das duas partes: da empresa, no momento da contratação, e do funcionário, que se dispôs a assumir as funções.O grande problema dos erros é que eles acarretam a queda da qualidade do trabalho, o que, por sua vez, se reflete na imagem da empresa e pode implicar prejuízos de receita, bem como acarretar reclamações por parte dos clientes, de acordo com Souza.


Como estimular o aprendizado?


Uma dúvida muito comum entre gestores é: como posso estimular o aprendizado daquele profissional que vem cometendo erros? Alfaya sugere aos líderes, no lugar de dar respostas de forma "mastigada" aos colaboradores, perguntar a eles o que fariam diante de determinado problema."Essa postura força o profissional a raciocinar e encontrar, sem ajuda dos demais, a solução mais adequada. Sem dúvida, é uma forma de estimular seu desenvolvimento. O líder deve ser inspirador e ajudar as pessoas a atingirem seus objetivos maiores de vida, seus sonhos", analisa o consultor.Souza é um pouco mais enfático quanto a essa questão. Ele diz que "o aprendizado se dá por sucção". Em outras palavras, cabe ao profissional querer aprender. "Quando alguém não quer aprender, não adianta ficar tentando ensinar".

Fonte: administradores.com.br

3.7.09

VOCÊ MORA NO SUBÚRBIO OU NA PERIFERIA?
Sara Teles

Há vários termos que expressam conceitos sobre os espaços das cidades, mas que muitas vezes são usados de forma incorreta. É o caso da palavra subúrbio que, etimologicamente, significa o espaço que cerca uma cidade, mas esse sentido tem sido deturpado, em especial no Rio de Janeiro, onde passou a designar a periferia.

É o que diz Nelson Nóbrega Fernandes, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense: "A palavra subúrbio, no Rio, é muito mal resolvida e ganhou uma conotação muito forte de classe, até meio pejorativa".
Outra característica dos subúrbios é a baixa densidade de ocupação dessas áreas que, por essa razão, podem abrigar pequenas propriedades agrícolas, condomínios de luxo, estádios, parques, ou outro tipo de empreendimento que busque mais espaço. Com a industrialização, por exemplo, formaram-se subúrbios industriais e operários. A palavra traduz uma situação intermediária entre cidade e campo e não uma condição sócio-econômica.

Mas, segundo Fernandes, com o crescimento das cidades, o que antes era suburbano, vira urbano. Conforme a mancha urbana vai se ampliando, áreas que antes se enquadravam nesses critérios, com uma intensa ocupação e urbanização, passam a se caracterizar como bairros, mas nem por isso deixam de ser chamadas de subúrbios. Além disso, até o início do século XX, o termo era utilizado para todas as áreas periféricas da cidade, independente do uso do espaço. Com as reformas urbanas, a partir das primeiras décadas do século passado, a palavra subúrbio passa a ser usada para designar áreas servidas pela ferrovia.

No Rio, o setor Norte-Oeste fez com que se considerasse subúrbio um lugar onde há um serviço de transporte urbano - o trem - e onde supostamente morariam as classes sociais menos abastadas, perdendo assim o seu caráter geográfico. Já em São Paulo, subúrbios são os municípios formados a partir da construção da linha férrea que ligava a capital ao interior.

No contexto brasileiro, a palavra periferia é algo típico do processo de metropolização dos anos 1960-70. O termo tem sido usado para designar loteamentos clandestinos, ou favelas localizadas em áreas mais centrais, onde vive uma população de baixa renda.
No Brasil, freqüentemente se associa à periferia as regiões urbanas de infra-estrutura precária e baixa renda, sendo tomada freqüentemente como sinônimo de zona suburbana, embora uma região periférica não seja necessariamente pobre. Excepcionalmente, podem existir regiões periféricas em grandes centros urbanos que são ocupadas por empreendimentos imobiliários de alto padrão, que é o que acontece no caso da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e com os condomínios da Serra da Cantareira, em São Paulo.

Em países como os Estados Unidos, a regra é inversa ao caso brasileiro: as periferias são as áreas da cidade que concentram a população de mais alta renda, enquanto a população mais pobre vive geralmente em áreas centrais da cidade, freqüentemente em guetos ou cortiços.

Nos países europeus como França, Alemanha e Reino Unido, as periferias são regiões semelhantes às dos Estados Unidos, abrigando em sua maioria uma população de alta renda, porém, em outros países do mesmo continente, existem casos de zonas periféricas formadas por conjuntos habitacionais de baixa renda, construídos através de companhias de desenvolvimento habitacional, com auxílio das prefeituras e dos governos estaduais. Porém, essas regiões não deixam de abrigar grandes mansões, sobrados e condomínios horizontais de luxo, as quais estão localizadas em regiões diferentes da população mais carente.

Em âmbito global, considera-se ainda como "periferia" o conjunto de países fora do centro econômico, entendido geralmente como a América do Norte, a Europa, Israel e o bloco do Pacífico. Alguns cientistas sociais e políticos distingüem a "periferia próxima", composta por países menos desenvolvidos mas com alguma relevância econômica e política, tais como China, Índia, Brasil e Rússia, ou de médio desenvolvimento, como México, Argentina, Uruguai e Chile e a "periferia distante", composta pelas nações pobres e pouco influentes

Para Manoel Lemes da Silva, professor de planejamento urbano e regional, da Faculdade São Marcos, de São Paulo, o termo periferia carrega consigo um sentido político, econômico e social que o subúrbio em princípio, não tem. "Não dá para pensar em periferia sem pensar em centro. É um par dialético que faz parte dos fundamentos da teoria do desenvolvimento econômico", diz o professor.

Em termos mundiais, o conceito de periferia foi reforçado após as duas grandes guerras e acirrado com a Guerra Fria, destinando o status de centro àqueles países de maior poder econômico e militar, e de periférico aos mais pobres, dependentes, com problemas de infra-estrutura, segundo Silva. Nas cidades, o conceito se aplica ao espaço onde está o centro econômico de poder. Do lado oposto, estaria a periferia. Silva afirma que o conceito surgiu na tentativa de tornar toleráveis a manutenção de cidades ao Estado. Mas o que se tem na verdade, é uma perpetuação das desigualdades sociais e econômicas.

Referência: Ciência e Cultura (Scielo)

31.5.09

A RIQUEZA QUE VEM DA PERIFERIA
Sara Teles

Jornal A NOTÍCIA

Nas últimas cinco décadas a parcela da população brasileira vivendo nas cidades passou de 30% para mais de 80%. Os antigos subúrbios não cresceram de forma natural e ordenada. Eles incharam e se transformaram nas periferias que conhecemos atualmente. São grandes regiões que abrigam uma massa enorme de pessoas, em sua maioria de baixa renda, analisa Eder Luiz Bolson, que é fundador de cinco empresas e professor universitário.
Se antes a maioria dos executivos e estrategistas das grandes multinacionais que atuam nos países em desenvolvimento focava suas ações de marketing nas classes de maior poder aquisitivo, pois presumiam que os mais pobres não tinham dinheiro para gastos com bens e serviços, sobretudo daqueles que vão além das necessidades básicas da alimentação, saúde e habitação, hoje eles reconhecem que há riqueza na base da pirâmide.
No Brasil, por exemplo, o mercado de baixa renda para bens e serviços envolve 87% da população e o seu potencial de vendas se aproxima dos R$ 500 bilhões. Estima-se, por exemplo, que só a população que vive nas favelas do Rio de Janeiro tem um poder aquisitivo anual de R$ 2,5 bilhões, ou cerca de R$ 100,00 por mês por habitante, afirma o professor Bolson.
Muitos mitos e paradigmas acerca dos hábitos de consumo dos moradores da periferia foram criados pela falta de conhecimento. Diante disso, muitas multinacionais estão até aconselhando seus executivos e estrategistas de marketing a morarem por certos períodos nas periferias. Talvez com isso consigam entender melhor o comportamento dos menos abastados. Empresas já mudaram suas estratégias em relação a esse tipo de consumidor. Quem não se lembra do caso de sucesso das balas de um centavo, ou do sabão em pó Alla que já é a segunda marca mais vendida na região Nordeste, ou da Tubaína como alternativa barata aos famosos refrigerantes, ou das lojas que vendem artigos a R$ 1,99?
Em Ilhéus, percebe-se um crescimento dos estabelecimentos comerciais voltados para atender ao consumidor que, em virtude de restrições orçamentárias, adquire produtos mais baratos. Em bairros como Nelson Costa e Teotônio Vilela o comércio é efervescente e tende a expandir-se ainda mais. A população começa a se conscientizar de que usufruir de bens e serviços disponíveis no próprio bairro é vantajoso, pois os produtos normalmente são oferecidos por comerciantes da localidade, que conhecem os hábitos de consumo daquela população, oferecendo produtos e níveis de preço dentro do que o consumidor quer e pode pagar.

3.5.09

DROGAS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
Sara Teles
(Jornal A NOTÍCIA)
Imagine uma família em plena tarde de um domingo ensolarado, preparando um saboroso churrasco na beira da piscina. Poderia ser mais um daqueles finais de semana em que pais e filhos confraternizam-se. Mas a chegada de um filho drogado muda os planos de descanso da família. Sob efeito de drogas, o jovem Tobias Lee Manfred Hahn, 24 anos, tenta matar a mãe Flávia Costa Hahn, 60 anos, com uma faca. Desesperada, ela pegou um revólver e disparou contra o filho, atingindo-o mortalmente no pescoço.
Diversas vezes encaminhado à clínicas psiquiátricas, na última vez Tobias fugiu pela janela da ambulância quando esta parou na sinaleira, ele também respondia a processos por assaltos, posse de drogas, furtos e lesão corporal praticado contra familiares.
Esse triste episódio revela mais uma vez o submundo das drogas, que tem sido pano de fundo de pelo menos 70% dos homicídios em locais de baixa renda e, pelo visto, espraiando-se pela classe média alta.
Dados da OBID (Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas) acerca da dependência de drogas no Brasil apontam que 12,3% da população são dependentes de álcool, 10,1% de tabaco, 1,2% de maconha, 0,8% de cocaína e 0,14% de crack, sendo que predominam dependentes jovens, entre 17 e 25 anos, e do sexo masculino.
Em todo Brasil tem-se desenvolvido diversas ações para que episódios como o da família Hahn não se repitam. Em Ilhéus, a criação do Conselho Municipal sobre Drogas vem fortalecer o esforço nacional de combate ao uso de entorpecentes, dedicando-se ao pleno desenvolvimento de ações referentes à redução da demanda de drogas.
Os Centros de Recuperação de Dependentes Químicos também têm realizado um trabalho com resultados surpreendentes. São muitos os casos de pessoas que, mesmo em situação aos olhos de muitos irremediável, encontraram um caminho longe das drogas. Mas a realidade de tais instituições é bastante difícil. Em geral, quando as famílias solicitam a ajuda, o familiar dependente químico já provocou tamanha destruição de bens que os parentes mal possuem recursos para mantê-lo no processo de tratamento.
No município existem seis centros de recuperação, cinco deles estão ligados às igrejas evangélicas e um à igreja católica. A maioria funcionando com alguma dificuldade relacionada à alimentação, vestimenta e outros custos. Recentemente, o centro de recuperação que funcionava no bairro Teotônio Vilela precisou encerrar as atividades, em virtude de não haver recursos suficientes para pagar o aluguel. Em face disso, vê-se a necessidade de tratar o problema das drogas como um caso de saúde pública, com centros de recuperação recebendo aporte financeiro para que possam ampliar o trabalho, devolvendo às famílias filhos que sejam orgulho para seus pais.

3.4.09

DESCASO COM O ESPORTE NA PERIFERIA DE ILHÉUS
Sara Teles
Jornal A Notícia


Todos conhecem os benefícios do esporte tanto para a saúde quanto para o convívio social. Está comprovado que crianças praticantes de atividade física aprendem a se relacionar criando o “espírito de grupo”. A prática de esportes regularmente também melhora a auto-estima e o humor. Quanto aos benefícios sociais, milhares são os atletas que cresceram em áreas de risco social, mas que encontraram bons princípios e perspectivas de vida através do esporte.
O futebol, por ser o desporto mais popular do Brasil, e que despende pouco custo para sua prática, talvez por isso seja tão popular por aqui, é o que mais tem oportunizado mudanças na realidade de jovens moradores das periferias. Quando vejo os atletas na televisão me perguntou, onde eles estariam se em algum momento de suas vidas não fossem contemplados através do futebol?
O avanço de outras tantas modalidades como vôlei, tênis, basquete, handebol, surf, judô, karatê, têm ampliado as possibilidades de profundas mudanças sociais. Porém, embora todos os benefícios, os esforços para promover tais mudanças têm ficado aquém do ideal.
Em Ilhéus, por exemplo, essa triste constatação se evidencia ainda mais nos bairros considerados periféricos. Na maioria deles não há nenhum equipamento esportivo digno da comunidade que ali reside. As “áreas de lazer”, se é que assim podemos chamá-las, são espaços improvisados pelos próprios moradores, que não passam de um campinho de barro ou areia, sem alambrados, sem refletores, ou qualquer estrutura básica que permita um melhor aproveitamento da prática esportiva e até a conseqüente formação de futuros atletas.
O caso que considero mais curioso é o da famosa “Praça dos Esportes” do bairro Teotônio Vilela. A tal praça, na verdade, é uma rua cheia de areia, a qual os moradores fecham com tela nos dias de jogos, e voltam a liberá-la após o baba. Espaço este que, com um mínimo de interesse do poder público, já se teriam construído uma praça “de verdade” com quadra e até um campo para prática de futebol de areia, com toda a infra-estrutura que a comunidade precisa e merece. Salienta-se que, o bairro sequer possui uma praça, embora ali residam quase 20% da população ilheense e essa seja uma antiga solicitação da comunidade.
Acredito que o esporte tem que ser potencializado nestas localidades, nas quais alguns jovens usam o tempo livre para estar nas esquinas, nas conversas vãs e muitas vezes até maquinando coisas erradas. Tais problemas podem ser superados através do esporte, que age como um vetor de coisas boas para a mente e para o corpo, e toda a sociedade ganha com isso.

24.2.09

MÚSICA POPULAR: QUANDO A CRÍTICA É UM PRECONCEITO
Sara Teles

(Jornal A NOTÍCIA)

Ela está presente em quase todo lugar, sobretudo nas festas populares, tão comuns em nosso país. Todavia, embora no Brasil, desde 1500, a música popular prevaleça, esta tem sido alvo constante de críticas e preconceitos. Pergunta-se: com base em que parâmetros éticos e/ou estético-musicais – podemos afirmar que uma música ou um gênero é “ruim”? E quem se encontra habilitado para afirmar certas crenças e valores em arte e em música?
Os estilos como o MPB, Bossa-Nova, Rock Progressivo, Blues, Jazz, e os Clássicos, estes com seus nomes mais famosos como Mozart, Beethoven e Bach, e todas as demais expressões musicais de tradição erudita européia são definidas como música “de qualidade”, em detrimento do pagode paulistano e baiano, do sertanejo, do axé, do funk carioca e, mais recentemente, o arrocha, aqui na Bahia.
Curiosamente, todos os estilos execrados pelos críticos (que se julgam autorizados a legitimar seus gostos musicais) se originaram nas camadas menos abastadas da sociedade. E custa acreditar, mas se evidencia, portanto, um preconceito com o que é produzido nas periferias.
Ninguém pode fazer contestações acerca do prazer e do envolvimento real que os gêneros populares proporcionam a milhares de pessoas. Imagine a 9ª Sinfonia de Beethoven em pleno carnaval? Ou a Bossa-Nova agitando a juventude na noite carioca? Cada estilo possui seu contexto de formação, de difusão e o momento adequado de execução. O arrocha, por exemplo, não poderia surgir na elite, pois é um ritmo que nasceu para ser econômico e divertir a massa, ao contrário de uma orquestra sinfônica, que requer um investimento financeiro muito maior, além de não caber no bar da esquina e nem no trio elétrico.
Claro que existem níveis de complexidade melódica diferenciados, além de letras mais elaboradas e outras menos escorreitas, todavia, isso não basta para definir se a música é boa ou ruim. O valor estético é peculiar ao grupo no qual a manifestação cultural e artística está inserida. Olhar de fora e fazer ingerências a respeito é algo muito arriscado, pois se pode cair na armadilha do etnocentrismo, que consiste em erigir, de maneira indevida, os valores próprios da sociedade a que pertence em valores universais, e pior, de maneira não crítica: acredita que os seus valores são OS valores, e isso basta-lhe.

28.1.09

O TURISTA CONHECE A ILHÉUS QUE O ILHEENSE DESCONHECE
Sara Teles
(Jornal A NOTÍCIA)

Ilhéus é uma cidade famosa por seu patrimônio histórico e belíssima riqueza natural. A literatura, sobretudo a amadiana, e os meios de comunicação propagam seus encantos para o mundo todo. Anualmente, milhares de turistas brasileiros e estrangeiros vêm ver de pertinho o que a nossa cidade tem. E são muitos os atrativos culturais: Catedral de São Sebastião, inaugurada em 1967; Bar Vesúvio, local que era freqüentado pelos coronéis de cacau; Teatro Municipal de Ilhéus, prédio da década de 30 do século XX; Casa de Cultura Jorge Amado, museu em homenagem ao escritor; Casa dos Artistas, espaço cultural de 1890; Palácio Paranaguá, sede da Prefeitura Municipal; Bataclan, famoso cabaré, hoje espaço cultural; e Capela de Nossa Senhora de Santana, mais antigo templo da Bahia, além de outros atrativos. Entretanto, poucos ilheenses podem dizer que conhecem essa Ilhéus de fantástico patrimônio imóvel. Quantos são os ilheenses que freqüentam os casarões históricos? Que se deliciam com a culinária local? Que percorrem os circuitos turísticos? Que conhecem as lendas e literaturas sobre o povo de Ilhéus? O leitor, certamente, responderia que poucos são os moradores locais que possuem tais privilégios. Não que haja restrição à população da cidade. O que falta é informação e estímulo para que o ilheense desfrute profundamente do seu patrimônio cultural. Cabem, por isso, iniciativas que promovam Ilhéus internamente, num processo de valoração de dentro para fora, e não o inverso, como tem acontecido.

VOCÊ É UMA PESSOA CULTA?
Sara Teles

(Jornal A NOTÍCIA)

Quando se discute o nível de conhecimento de uma determinada pessoa, às vezes ouvimos algo como: “fulano tem cultura “ ou “beltrano não tem cultura”. Embora isso pareça um modo arcaico de se falar e, portanto, superado, basta andarmos um pouco por aí para constatar que não. Por vezes, toma-se a cultura como algo muito restrito. Todas as nossas ações sejam na esfera do trabalho, das relações conjugais, da produção econômica ou artística, do sexo, da religião, das formas de dominação e solidariedade, enfim, tudo é constituído segundo os códigos e convenções simbólicas a que chamamos de “cultura”. Cultura é o elemento de identidade de um povo, insere-se na ideologia e nos significados desta para a sociedade. Ela pode ser percebida muito fortemente em qualquer lugar do mundo, e não apenas nos exemplos mais emblemáticos. Em Ilhéus a cultura evidencia-se, sobretudo, no patrimônio histórico-cultural, como as belezas naturais, culinária, dança, moda, esculturas, artefatos e construções, e nos bens culturais, sejam eles móveis ou imóveis, como igrejas, casarões, edifícios e ruas, fotografias, lendas, músicas e festas populares. É importante conhecermos a riqueza cultural da nossa cidade, pois, assim, valorizamos e preservamos nossa história. E opções para exercermos nosso compromisso com a cultura não faltam. A 16ª edição da Expoilhéus, que traz novidades em artesanato, moda praia, camisaria, acessórios, calçados e bolsas, já começou, funcionando das 17h às 21h, e agora com uma boa mudança, 50% dos stands foram alugados para comerciantes locais. Não deixe de ir!

10.7.08

Afiar o Machado No Alasca, um esporte tradicional é cortar árvores. Há lenhadores famosos, com domínio, habilidade e energia no uso do machado. Querendo tornar-se também um grande lenhador, um jovem escutou falar do melhor de todos os lenhadores do país, resolveu procurá-lo. - Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvore como o senhor. O jovem empenhou-se no aprendizado das lições do mestre, e depois de algum tempo achou-se melhor que ele. Mais forte, mais ágil, mais jovem, venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou o mestre para uma competição de oito horas, para ver qual dos dois cortaria mais árvores. O desafio foi aceito, e o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra, olhava para o mestre, mas na maior parte das vezes o via sentado. O jovem voltava às suas árvores, certo da vitória, sentindo piedade pelo velho mestre. Quando terminou o dia, para grande surpresa do jovem, o velho mestre havia cortado muito mais árvores do que o seu desafiante. - Mas como é que pode? – surpreendeu-se. Quase todas as vezes em que olhei, você estava descansando! - Não, meu filho, eu não estava descansando. Estava afiando o machado. Foi por isso que você perdeu.


Para pensar: Aprendizado é um processo que não tem fim. Sempre temos algo a aprender. O tempo utilizado para afiar o machado é recompensado valiosamente. O reforço no aprendizado, que dura a vida toda, é como afiar sempre o machado. Continue afiando o seu!

3.6.08

A vingança do berimbau
por Miguezim de Princesa

U.S. Secreatary of State Condoleeza Rice poses with a Brazilian group of Capoeira
U.S. Secretary of State Condoleeza Rice, holding a Berimbau, poses with a Brazilian group of Capoeira at the American Embassy in Brasilia, April 26, 2005. Capoeira is an afro-Brazilian art form, a mixture of dance and martial arts popularized in Brazil. Rice is in Brazil for two-day official visit.

I
Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau
.

II

Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um mocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.

III

O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.

IV

Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará
De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.

V

O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.

VI

Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.

VII

O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado
De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.

VIII

Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.

IX

Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.

X

Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula - samba de Angola,
Nosso samba de além-mar.

XI

Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.
Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!

XII

Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.

XIII

O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central
De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado

Da corda do berimbau

23.4.08

MANCHETE SURREAL

Nesta quarta-feira, 23 de abril, a jogadora Marta, meio-campista da Seleção Brasileira, visitou o Corinthians, seu clube de coração. Embora eu também seja corinthiana, acho que exageraram ao tornar análogos a grandiosidade da atleta, eleita duas vezes a melhor do mundo, com o time do Parque São Jorge, atualmente na segunda divisão do Campeonato Brasileiro e que, mais um vez, ficou fora da decisão do Paulista. E pior, na iminência de ver seu maior rival, o Palmeiras, campeão. (Desculpe-me a Ponte Preta, mas o Verdinho é favorito)!
Tomara que o Corinthians Feminino seja mais proativo!
PEUGEOT O SUSTO


Fiquei com dó do gatinho, depois de ver a esta campanha de lançamento do modelo Peugeot 207 RC, um Renault tipo racing cup (carro de velocidade).

A campanha é simples e genial! Brinca com a idéia do susto que o animal terá e a corrida em alta velocidade que ele empreenderá, após viver situações inusitadas para um bichinho.

12.4.08


ORAÇÃO FINANCEIRA

Deus Pai Celestial, infinitamente bondoso e amoroso! Eu invoco as tuas bênçãos abundantes sobre mim e minha família. Sei que, para Ti, uma família, muito mais do que pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, é o grupo onde todos crêem e confiam em Ti.

Deus meu! Eu Te dirijo esta oração para que me abençoes financeiramente e agradeço, antecipadamente, as Tuas bênçãos. Sabemos do poder da oração feita em união por todos aqueles que crêem e confiam em Ti, Pai amado! Tu És o Infinito Poder. Que Deus Pai derrame, agora mesmo, sobre a pessoa que estiver lendo essa mensagem, a abundância e a misericórdia, para que sejam saldadas todas as suas dívidas e necessidades financeiras.

Que seus bens sejam multiplicados, de acordo com a Tua Divina Vontade, em harmonia com todos os Teus filhos e sob a Tua Divina Graça. Que derrames sobre nós a Tua piedosa sabedoria e que possamos ser bons servidores e administradores das Tuas bênçãos financeiras. Pai nosso! Sabemos o quanto És maravilhoso e poderoso e sabemos, também, que se te obedecermos e seguirmos a Tua Palavra, se tivermos fé, mesmo que do tamanho de um grão de mostarda, Tu derramarás sobre todos nós, as Tuas bênçãos.
Te agradeço, agora, Pai e Senhor, as bênçãos que acabas de nos oferecer e as que ainda nos oferecerás.

Amém!